O “Correio da Manhã”, um dos jornais mais importantes da história do Rio de Janeiro, publicou, em 17 de julho de 1950, uma relação de torcedores que ficaram feridos depois da derrota do Brasil para o Uruguai, na Copa. A publicação não especifica a forma como se machucaram e diz apenas o seguinte: “Pessoas acidentadas durante o jogo Brasil e Uruguai”.
A seleção perdeu para o adversário, de virada, por 2 a 1, na partida que garantiu o título para a “Celeste Olímpica”. A tragédia esportiva ficou conhecida como “Maracanazo”. No total, 141 nomes aparecem no jornal e a reportagem explica: “O Serviço de assistência do Estádio Maracanã socorreu as seguintes pessoas, vítimas de acidentes durante a realização do jogo Brasil e Uruguai.” Em seguida, é dada a relação completa, fora de ordem alfabética: “(…) José Baboloff, Raquel Baboloff, Dalila Tavares Pereira, Nilson Vieira, Eliza do Carmo Rangel, Martins Gomes da Silva, Josefa de Carvalho, Albertina Tavares de Andrade, Aurea Silva, João Francisco (…).”
O Maracanã recebeu, oficialmente, em 16 de julho de 1950, 173 mil torcedores. As catracas, entretanto, foram arrombadas e a estimativa indica que de 200 mil a 220 mil pessoas estiveram no estádio. Ocorrências também foram registradas em outras partes do Rio de Janeiro. “A decepção que se apoderou de todos os brasileiros depois do resultado da peleja com os uruguaios, domingo último, foi impressionante.
