A função primordial do câmbio é intermediar a força gerada pelo motor e a velocidade entregue às rodas, permitindo que o veículo vença aclives íngremes, transporte cargas pesadas ou rode em altas velocidades nas rodovias com máxima eficiência.
Com o avanço da engenharia, o mercado automotivo migrou rapidamente do tradicional câmbio manual para um leque diversificado de transmissões sem o pedal de embreagem. Existem hoje cinco sistemas principais de transmissão no mercado: manual, automático convencional (conversor de torque), automatizado embreagem única, automatizado de dupla embreagem (DCT) e continuamente variável (CVT).
Com o guia completo abaixo, entenda as diferenças de mecânica, comportamento, eficiência e a durabilidade de cada uma dessas opções.
Primeiramente, por que o câmbio é necessário?
Um motor a combustão possui uma faixa limitada de rotação (medida em rotações por minuto, ou RPM) na qual ele entrega seu torque e sua potência ideais. Se o motor fosse conectado diretamente às rodas sem uma caixa de câmbio e diferentes marchas, o veículo não conseguiria sair da imobilidade por falta de força ou não atingiria velocidades de cruzeiro por ultrapassar o limite de rotações.
Basicamente, o câmbio funciona como um multiplicador ou redutor de força:
Marchas baixas (1ª, 2ª e 3ª): têm engrenagens pequenas ligadas a engrenagens grandes.
