O empresário Magno Alves, conhecido como “rei da babosa” no Brasil, prepara uma nova etapa para expandir o uso de aloe vera no agronegócio. Depois de quase duas décadas desenvolvendo um biofertilizante à base do extrato da planta, ele fechou uma parceria com a Bunge para comercializar o produto por meio de operações de CPR (Cédula de Produto Rural), modelo que deve facilitar o acesso dos produtores e reduzir custos de comercialização.
A estratégia ocorre em um momento em que cresce a busca por bioinsumos capazes de aumentar a resiliência das lavouras diante das mudanças climáticas e da maior pressão por sistemas de produção mais sustentáveis.
Hoje, a empresa Aloe Fértil Brasil produz fertilizantes e bioestimulantes certificados como orgânicos a partir do gel da babosa. Segundo Alves, os produtos já são utilizados em aproximadamente 2 milhões de hectares, em culturas como soja, milho, arroz, feijão, café e hortaliças.
Além da parceria com a Bunge, a empresa também conta com a Manuchar, distribuidora presente em cerca de 150 países, para levar os produtos ao mercado internacional, inicialmente voltado às cadeias de fertilizantes, micronutrientes e defensivos para culturas como café, citros, tomate e fruticultura.
“O produtor hoje faz muitos insumos dentro da própria fazenda. A babosa passou a ser uma matéria-prima importante nesse processo”, afirmou.
