Agosto começa com uma perspectiva de logística marítima mais disputada, cara e incerta. Dez dias após o anúncio da tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, exportadores enfrentam um cenário marcado por menor disponibilidade de navios, reorganização das rotas internacionais e incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio.
De acordo com consultorias de logística internacionais, o custo logístico hoje é resultado da combinação de três fatores: (1) guerra no Oriente Médio, (2) reorganização da frota mundial após as tarifas dos EUA e (3) gestão de capacidade pelos armadores. Isso explica por que os fretes continuam elevados mesmo após uma leve acomodação dos índices globais.
O impacto vai além das mercadorias atingidas pelas tarifas. Como soja, milho, café, açúcar, algodão e carnes dependem do transporte marítimo para chegar aos principais mercados consumidores, um frete mais caro ou a falta de espaço nos navios aumenta o custo da operação, reduz a competitividade das exportações e dificulta o planejamento logístico em plena temporada de embarques.
A tendência é que os fretes marítimos globais mantenham-se em patamares elevados, de mais de US$ 4 mil para contêineres de 40 pés na rota China - termômetro global sobre custos logísticos.
