A população idosa da China cresceu em mais de 100 milhões na última década, aprofundando a transição demográfica do país, que deverá pressionar o sistema previdenciário e remodelar a economia.
Até o final de 2025, a China tinha 323,4 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 23% da população, segundo dados divulgados na 6ª feira (31.jul.2026) pelo Ministério de Assuntos Civis e pelo Escritório da Comissão Nacional de Trabalho sobre Envelhecimento. Em comparação, esse número era de 220 milhões em 2015, o que evidencia a rapidez da transição demográfica do país.
Os dados mais recentes confirmam a posição da China como uma sociedade com envelhecimento moderado, um patamar atingido no final de 2023, quando a parcela de pessoas com 60 anos ou mais ultrapassou os 20% pela 1ª vez.
De acordo com os parâmetros demográficos comumente utilizados, uma sociedade é considerada com envelhecimento moderado quando essa faixa etária representa de 20% a 30% da população, e com envelhecimento severo quando essa parcela ultrapassa os 30%.
A China poderá entrar na categoria de país com envelhecimento populacional acentuado na próxima década. Um relatório do Conselho de Estado de 2022 projetou que a população com 60 anos ou mais atingirá cerca de 420 milhões em 2035, ou mais de 30% do total. Tanto o número de idosos quanto sua participação na população devem atingir o pico por volta de 2050.
Essa tendência está aumentando a pressão sobre a população em idade ativa.
