Crise em Ceuta: Europeus reforçam fronteiras
Cerca de 100 mil pessoas se deslocaram internamente no Marrocos rumo à fronteira com Ceuta nos últimos dias, segundo informou Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) no final de semana.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A estimativa é que milhares tenham percorrido longas distâncias para chegar ao norte marroquino após chamados difundidos nas redes sociais incentivando a travessia para o território espanhol.
Ao menos 50 mil dessas pessoas conseguiram entrar no enclave espanhol, desencadeando uma crise humanitária agora marcada também por desaparecimentos e centenas de adolescentes desacompanhados vivendo em condições precárias.
A AMDH, organização crítica do governo marroquino, classificou o episódio como um "êxodo coletivo" e atribuiu a crise ao agravamento das condições sociais e econômicas no país.
Segundo o grupo, o governo falhou ao não identificar o deslocamento massivo que já acontecia antes de desencadeada a crise. A organização sustenta que o Estado marroquino é "politicamente e juridicamente responsável pelas condições catastróficas que levaram a esse êxodo coletivo", que, segundo a entidade, tem dimensões comparáveis às observadas em zonas de guerra.
A ONG também acusou o governo de Rabat de utilizar a migração como instrumento de pressão política sobre a Espanha e a União Europeia.
Migrantes entram em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, vindos do Marrocos.
Êxodo a Ceuta desloca 100 mil e abre busca por desaparecidos em Marrocos
