O Boletim InfoGripe mais recente, desenvolvido pela Fiocruz em parceria com a FGV EMAP no último dia 30, aponta um aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
De acordo com os dados do relatório, tanto Santa Catarina quanto o Rio Grande do Sul estão entre as três unidades federativas do país que apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 29 de 2026.
Embora a maioria das unidades federativas apresente queda ou estabilidade, SC e RS integram o grupo de estados (junto ao Maranhão) que mantêm incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de alta.
No Rio Grande do Sul, o painel da Secretaria Estadual da Saúde mostra que, até o momento, foram registradas 10.619 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026.
Desse total, 3.840 foram associadas a outros vírus respiratórios, 3.711 permanecem sem especificação, 2.082 foram provocadas por influenza e 349 por Covid-19. O estado contabiliza ainda 690 mortes por SRAG, sendo 288 de causa não especificada, 204 por influenza, 124 por outros vírus respiratórios, 62 por Covid-19 e 12 por outros agentes etiológicos.
Em Santa Catarina, o boletim estadual mais recente aponta 7.474 notificações de SRAG até a Semana Epidemiológica 26, das quais 4.246 tiveram identificação viral.
