Funcionário do gabinete de Buzzi diz que vítima pediu ajuda
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai decidir na quinta-feira (6) se o ministro Marco Buzzi deve ser punido ou não pelas acusações de assédio e importunação sexual contra duas mulheres, além de injúria.
Quem é o ministro do STJ Marco Buzzi, investigado por venda de sentenças e assédio sexual
Essa é a primeira vez que os ministros vão deliberar se um integrante do tribunal, se punido, deve ser aposentado compulsoriamente ou demitido. Ao STJ, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que ele seja aposentado.
Desde a instalação da Corte em 1989, Buzzi é o terceiro ministro do STJ com a conduta sob análise.
Em 2004, o ministro Vicente Leal pediu aposentadoria após ser afastado do cargo a partir da investigação sobre suposta participação em um esquema de venda de habeas corpus para traficantes.
Seis anos depois, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu aposentar o ministro Paulo Medina, que também estava afastado do cargo, por beneficiar, por meio de sentenças, empresas que solicitavam liberação de máquinas caça-níqueis à Justiça.
Marco Buzzi está afastado do cargo desde 10 de fevereiro, quando foi aberto um processo disciplinar contra ele. O magistrado é alvo de duas denúncias no STJ.
A primeira é de uma jovem de 18 anos que passou as férias de janeiro com a família na casa do ministro em Santa Catarina.
STJ vai decidir se pune Marco Buzzi por assédio nesta semana; ministro da Corte pode ser demitido
