Edvaldo Nilo*
Em apenas seis décadas, Singapura realizou a transformação econômica mais extraordinária da história contemporânea. Em 2025, ultrapassou Luxemburgo e tornou-se o país mais rico do mundo em renda por habitante. Com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita estimado em USD 156.755, a pequena nação asiática construiu, em pouco mais de meio século, uma das maiores histórias de sucesso econômico do período recente. O que torna essa trajetória ainda mais notável é seu ponto de partida: em 1965, ano de sua independência da Malásia, Singapura era apenas uma antiga colônia britânica muito pobre, sem território relevante, sem recursos naturais e assombrada pelo desemprego.
A comparação com o Brasil é desconfortável. O país sul-americano dispõe de tudo o que falta à cidade-Estado asiática: extensão continental, água doce em abundância, energia, minérios raros, terras agrícolas e uma das maiores biodiversidades do planeta. Ainda sim, é Singapura quem figura no topo dos rankings de riqueza, educação e integridade pública, além de ser considerada a cidade mais verde do mundo. A questão que permanece não é o que a natureza deu a cada um, mas o que cada um fez com o que tinha nas mãos.
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Boa parte do desenvolvimento singapurense é creditada a uma figura central: o primeiro-ministro Lee Kuan Yew, considerado o fundador da Singapura moderna.
