Enquanto as ações ligadas à inteligência artificial continuam concentrando boa parte da atenção dos investidores, empresas de setores tradicionais também vêm apresentando resultados que chamam a atenção do mercado.
Um exemplo é a AMC Entertainment, maior rede de cinemas do mundo, que voltou ao radar após divulgar lucro de US$ 1,6 bilhão impulsionado pelo sucesso recente das bilheterias.
Segundo Thiago Godoy, apresentador do Resenha do Dinheiro, o desempenho da companhia mostra que o setor de entretenimento continua apresentando oportunidades, mesmo diante do avanço das plataformas digitais.
“É um crescimento de 12% no mercado internacional e de 18% no mercado americano, mostrando uma demanda por salas de cinema que pouca gente esperava. As pessoas acumulam tecnologias, mudam a forma de consumir, mas continuam frequentando o cinema e outros segmentos do entretenimento”, afirma.
Para quem deseja exposição ao setor sem investir diretamente em uma empresa, Godoy lembra que existem ETFs na B3 focados em entretenimento que podem ser uma alternativa para diversificar a carteira.
Para Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, parte das empresas da chamada economia real ficou para trás enquanto as gigantes de tecnologia e inteligência artificial lideraram os ganhos do mercado americano nos últimos anos.
“Muitas dessas empresas entregam crescimento, resultado, lucro e margem, mas continuam com os preços das ações extremamente descontados”, observa.
