A Hungria enfrenta cinco dias críticos, disse o primeiro-ministro Peter Magyar neste domingo (2), já que a seca do Danúbio força o fechamento da única usina nuclear do país pela primeira vez em mais de quatro décadas. A paralisação da instalação vem em meio a uma nova onda de calor iminente.
Grandes áreas da Europa foram atingidas por um período prolongado de calor e seca, o que reduziu os níveis dos rios e aumentou as preocupações com o abastecimento de água, o transporte fluvial e a geração de energia.
A usina elétrica húngara de Paks, com capacidade de 2 gigawatts e quatro reatores de fabricação russa, operava com pouco mais de 10% de sua capacidade total no domingo, após o nível do Danúbio, cujas águas são utilizadas como refrigeração, atingir uma mínima histórica.
A autoridade responsável pela gestão da água previa que o nível do rio, que nasce na Alemanha e deságua no Mar Negro, baixaria ainda mais nos próximos dias.
“Estamos enfrentando os cinco dias mais críticos pela frente”, disse Magyar em um vídeo no Facebook. “Amanhã, a usina de Paks não estará gerando energia, e os dias mais quentes, com temperaturas de 40 graus Celsius, estão por vir”.
“A rede elétrica, nossos serviços públicos e nós mesmos ficaremos sob enorme pressão”, disse Magyar, que alertou que Paks poderá ficar sem energia por semanas.
