Um novo estudo que investigou as causas da extinção de dinossauros mostrou que os animais foram mortos incendiados após a abertura da Cratera de Chicxulub que ocorreu devido à queda do pedaço de um asteroide no México há aproximadamente 66 milhões de anos.
Segundo o artigo publicado na JGR Biogesciences, conduzidos por cientistas da Purdue University (EUA), após a colisão, formou-se uma nuvem de vapor que se transformou em poeira fina que intensificou a radiação térmica e foi capaz de causar um incêndio florestal generalizado.
Quando o asteroide caiu na superfície, pequenas gotículas derretidas derivadas da rocha geraram calor ao entrarem novamente na atmosfera. Esse vapor entrou em contato com a poeira fina e criou uma espécie de barreira para radiação térmica. A emissão foi impedida de passar para o espaço, sendo direcionada à Terra.
A radiação chegou com muita intensidade na superfície, sendo estimada a 17 vezes superior ao limite letal de seres humanos. Por isso, os organismos vivos que ali viviam não resistiram.
Se não houvesse a poeira fina, o fluxo de radiação sozinho seria insuficiente de causar um incêndio.
Pulso térmico inicial
A provocação do incêndio florestal ocorreu por causa de um pulso térmico que foi gerado pela reentrada dos materiais ejetados pelo asteroide, como as gotículas e o vapor de rocha, na Terra. Quando eles caíram em alta velocidade, o atrito com o ar converteu a sua energia cinética em calor intenso.
