Em um salão de eventos no centro de Londres, cerca de 200 profissionais do setor de energia se reuniram para discutir uma proposta que, apenas oito meses atrás, parecia impensável: investir no petróleo venezuelano.
“O momento é agora”, declarou Greig Gilbert, diretor-executivo da Apertura Energy, empresa de investimentos, ao público reunido na quinta-feira (30) à noite no hotel The Langham.
A Apertura Energy alterou seu nome e reformulou sua estratégia poucos meses após os Estados Unidos removerem o então-presidente Nicolás Maduro, em janeiro, abrindo caminho para que investidores estrangeiros entrassem em um setor historicamente dominado por uma estatal de petróleo.
O evento reuniu investidores, casas de comércio e empresas de petróleo e gás, servindo como prévia para a Venezuela Energy Week, uma conferência maior prevista para outubro em Caracas.
Mas existem enormes riscos para as empresas que tentam lucrar com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Os palestrantes do evento, realizado na quinta-feira, reconheceram os obstáculos enfrentados por empresas estrangeiras na Venezuela, incluindo infraestrutura precária, incerteza política e a instabilidade causada pelo devastador terremoto de junho.
Apesar do cenário desafiador, Gilbert insistiu na oportunidade: “Há uma janela se abrindo.
