Os precatórios são dívidas reconhecidas pela Justiça que estados, municípios ou a União precisam pagar após perderem um processo judicial. Em vez de esperar anos pelo recebimento, muitos credores optam por vender esse direito a investidores ou fundos especializados com desconto.
Na prática, quem compra um precatório adquire o direito de receber aquele valor no futuro. Quanto maior o desconto na compra e menor o tempo de espera pelo pagamento, maior tende a ser a rentabilidade do investimento.
O tema foi destaque no quadro “Papo de Investidor”, apresentado por Marilia Fontes no Resenha do Dinheiro desta semana.
Segundo a sócia-fundadora da Nord Investimentos, esse mercado tem ganhado espaço entre investidores por meio de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) e produtos tokenizados lastreados em precatórios.
Apesar do potencial de retorno, Marilia alerta que o principal risco desse tipo de investimento não está, necessariamente, na capacidade de pagamento do governo, mas na incerteza sobre quando o dinheiro será recebido.
“Se um precatório é comprado com um grande desconto e o pagamento acontece rapidamente, o retorno pode ser muito elevado. Mas, se esse pagamento demora muitos anos, a rentabilidade acaba sendo bem menor do que o investidor imaginava”, explica.
