Durante o lançamento da candidatura de reeleição à Presidência da República neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a fazer fortes críticas aos casos de violência contra as mulheres.
Em seu discurso, o mandatário admitiu que o país ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos, mas que vê processos nas medidas tomadas pelo governo. Em sua avaliação, o mundo estaria “acabado”, em comparação ao processo de criação do planeta, quando ocorrer a mitigação das ocorrências do tipo.
“Eu duvido que tenha alguém no Brasil que tenha feito o que nós fizemos. Fizemos tudo? Não. Lógico que não dá para fazer tudo, mas a gente vai caminhando. Deus levou sete dias para fazer o mundo e ainda não acabou, porque só vai acabar no dia em que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher nesse país”, disse.
Ainda em sua fala, o presidente rechaçou o apoio vindo de agressores nas urnas, ao declarar não ver problemas em perder alguns votos desse grupo. Lula declarou: “Se bater na mulher, não precisa votar em mim”.
“O PT [Partido dos Trabalhadores] tem que ter coragem, o meu governo tem que ter coragem de dizer em alto e bom som. Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, completou.
