Apesar de a maioria das 50.000 pessoas vindas do Marrocos que entraram na cidade autônoma espanhola de Ceuta já terem retornado ao país africano, pelo menos 400 homens se recusam a voltar, segundo informações do New York Times.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, disse no sábado (1º.ago.2026) que o país interrompeu o fluxo de entrada de imigrantes. Segundo o governo, pelo menos 48.000 já retornaram.
De acordo com o relato do jornalista Carlos Barragán, os migrantes que permaneceram na cidade estavam deitados em pedaços de papelão rasgados e tinham machucados nos pés após a travessia.
A situação desse grupo se tornou uma das questões mais urgentes para o governo espanhol. Os homens, que estão reunidos em uma praia, não têm acesso a alimentos, água ou higiene.
O governo espanhol anunciou o envio de unidades militares para reforçar o policiamento no enclave de Ceuta.
Neste domingo (2.ago), imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram novas tentativas de entrada pelo mar:
🚩 Tres jóvenes intentan el pase a Ceuta en una jornada donde las llegadas no cesan en su totalidad. La presión migratoria persiste en el entorno fronterizo con goteos de entradas irregulares.#Ceuta #FronteraSur #Inmigración #Marruecos pic.twitter.com/dTpcm0ef9E, El Faro de Ceuta (@ElFarodeCeuta) August 2, 2026
🚩 Dos inmigrantes emprenden una huida a la carrera al alcanzar la orilla en la zona de la Ribera.
