A guerra entre os Estados Unidos e o Irã necessita desesperadamente de um novo pensamento.
Apesar dos novos ataques americanos na quarta-feira (29), após o aviso do presidente americano Donald Trump de que o Irã merece mais uma “surra”, ele ainda não demonstrou ser capaz convencer Teerã a voltar às negociações por meio de bombardeios.
Mas a “diplomacia” que ele exaltou como capaz de trazer paz histórica ao Oriente Médio também fracassou quando um memorando de entendimento redigido de forma vaga entrou em colapso.
Análise: Por que o Irã retomou o confronto com os EUA com ataque surpresa?
Análise: Ajuda da China ao Irã aumentaria custo da guerra para os EUA
Análise: alcance da guerra no Oriente Médio se amplia com a Arábia Saudita
E suas opções para mudar a equação, arriscar a vida de centenas de soldados americanos em uma guerra terrestre ou reconhecer o controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz, são tão inaceitáveis que a expressão “não há boas opções” tornou-se um clichê.
“Estamos realmente em apuros”, disse Lyle Goldstein, diretor de Engajamento na Ásia do think tank Defense Priorities, com sede nos EUA.
Os custos da guerra no Irã não se limitam aos participantes. A reação política e econômica está crescendo no Oriente Médio e na Europa, intensificando a pressão sobre partes externas para tentar reativar a diplomacia.
