Beija-flores e abelhas desempenham um papel fundamental na sobrevivência e na reprodução das canelas-de-ema (Vellozia), um dos grupos de plantas mais característicos das montanhas do Cerrado, em vegetações conhecidas como campos rupestres.
Como mostrou um artigo publicado na revista Annals of Botany, a presença desses animais polinizadores garante a formação de sementes saudáveis e a diversidade genética das populações, mesmo em espécies capazes de realizar a autofecundação (ou seja, de se reproduzir usando o próprio pólen).
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Os autores analisaram 13 espécies de canela-de-ema (arbusto do Cerrado) que vivem lado a lado nos campos rupestres da Serra do Cipó (MG), uma das regiões com maior diversidade de plantas do Brasil.
O gênero Vellozia reúne cerca de 265 espécies distribuídas principalmente por montanhas brasileiras e é um dos símbolos mais marcantes dessa vegetação. As flores das canelas-de-ema são geralmente grandes, vistosas e apresentam tons que vão do branco ao roxo intenso.
Polinização cruzada
Além do visual chamativo, possuem mecanismos evolutivos que favorecem a chamada “polinização cruzada” (quando o pólen de uma planta é transportado por um animal até outra da mesma espécie).
Esse intercâmbio funciona como uma mistura de DNA que mantém a variabilidade genética, deixando a espécie mais forte e adaptada contra doenças e mudanças no clima.
