Keiko Fujimori tomou posse como presidente do Peru na terça-feira (28) após vencer uma eleição disputada que estabeleceu um marco sem precedentes na América Latina.
Ela superou Roberto Sánchez, um candidato que tinha mais apoio dentro do país, mas acabou perdendo após a contagem dos votos de cidadãos residentes no exterior. É a primeira vez que tal cenário ocorre.
O impacto dos eleitores no exterior também foi sentido na corrida presidencial da Colômbia neste ano. Abelardo de la Espriella venceu por cerca de 250.000 votos, mas sua margem sobre Iván Cepeda teria sido muito menor, abaixo de 75.000, se não fosse pelos eleitores do exterior.
Os resultados dessas eleições concentraram maior atenção no voto da diáspora, em parte porque esses votos são a última parte do eleitorado a ser contabilizada. Isso faz parecer que eles desempenham um papel especialmente decisivo, mesmo que contem da mesma forma que os votos de qualquer província ou região.
“Há uma armadilha perversa de calendário. Esses são os votos contados no final, então parece que são votos decisivos”, disse o cientista político Manuel Alcántara Sáez, diretor do CIEPS-AIP (Centro Internacional de Estudos Políticos e Sociais) no Panamá.
