Daniel Noboa, presidente do Equador.
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Em 9 de janeiro de 2024, o presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou a existência de um conflito armado interno no país e ordenou que as Forças Armadas neutralizassem 22 grupos do crime organizado.
A militarização da segurança pública conseguiu reduzir inicialmente os níveis de violência, especialmente dentro dos presídios.
No entanto, esse avanço foi revertido e, em 2025, o país registrou 9.216 homicídios, um aumento de 30,48% em comparação com 2024.
Embora a Procuradoria-Geral do Estado tenha registrado uma queda de 40% nas denúncias de extorsão em relação a 2024 e uma leve redução nos casos denunciados de sequestro, o aumento no número de homicídios indica que o Equador viveu um dos períodos mais violentos de sua história.
Diante desse cenário, o governo de Noboa adotou medidas semelhantes às implementadas em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele.
Além da militarização da segurança, o governo construiu uma megapenitenciária, ampliou o uso de estados de exceção e mobilizou forças de segurança para recuperar o controle do território.
Em dezembro de 2025, o presidente afirmou que seu governo havia tomado decisões difíceis ao "encarar de frente o narcoterrorismo", em referência à declaração de conflito armado interno.
Mas os resultados da estratégia oficial têm sido questionados.
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