O Grande Colisor de Hadrons (LHC) pode já ter capturado indícios de matéria escura por meio de pequenas falhas em seu funcionamento. Um estudo realizado pelos físicos Xunyu Liang e Ariel Zhitnitsky, da Universidade de Colúmbia Britânica, no Canadá, aponta que esses eventos estranhos podem revelar a presença dessa substância invisível. O artigo foi aceito para publicação na revista científica Physical Review D.
Os cientistas chamam os distúrbios de “UFOs”, sigla em inglês para Objetos Voadores Não Identificados. No acelerador, o termo se refere a perdas repentinas no feixe de prótons causadas por grãos microscópicos de poeira. A dúvida que intrigava os físicos era o que fazia essa poeira se soltar em uma estrutura de altíssima precisão.
Vibração no subsolo e sensores do acelerador
A resposta pode estar numa forma hipotética de matéria escura chamada pepitas de quarks áxions (AQNs, na sigla em inglês). Diferente das partículas subatômicas procuradas tradicionalmente pela física, as AQNs seriam objetos macroscópicos e densos, com massa entre cinco gramas e um quilo.
Ao passar pelo subsolo a até 100 quilômetros do laboratório, uma AQN geraria uma pequena onda de choque acústica capaz de chacoalhar o LHC. Os pesquisadores comparam o instrumento a um relógio de precisão afetado por uma vibração externa.
