Mais de 1.000 páginas de diários, e-mails e anotações produzidas por Anthony Fauci, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID), foram divulgadas pelo senador republicano Rand Paul (Kentucky).
Os arquivos trazem detalhes inéditos sobre os bastidores da gestão da pandemia de covid-19, registrados de dezembro de 2019 a dezembro de 2022. Leia a íntegra, em inglês (PDF - 28 MB).
Entre os arquivos divulgados estavam discussões internas sobre a origem do coronavírus.
Os documentos mostram que Fauci começou a debater a hipótese de um acidente de laboratório em 31 de janeiro de 2020, durante uma teleconferência com pesquisadores organizada pelo cientista Jeremy Farrar. Os especialistas estavam divididos entre a tese de transmissão zoonótica e a de vazamento em laboratório em Wuhan, na China, sem que houvesse consenso na época.
Para os republicanos, os apontamentos privados contrastam com o posicionamento público adotado pelo médico na pandemia, quando ele enfatizava a probabilidade de o vírus ter uma origem natural.
Diante do avanço das investigações no Congresso norte-americano, Fauci recorreu ao direito do silêncio e invocou a 5ª Emenda da Constituição dos EUA durante depoimento ao Senado, recusando-se a responder a questionamentos dos congressistas sobre as decisões tomadas na pandemia e a origem do vírus.
Os arquivos recém-revelados também trazem à tona um episódio de saúde mantido em sigilo.
