Por Hanaa’ Tameez
Em dezembro do ano passado, uma de nossas leitoras recebeu um e-mail de renovação do Wall Street Journal. O e-mail informava que, ao longo do ano seguinte, ela seria cobrada US$ 76,99 a cada 4 semanas por sua assinatura impressa e digital -US$ 19,25 por semana ou US$ 923,88 por ano.
O e-mail de renovação incluía uma frase em letras maiúsculas: “ESTE PREÇO FOI DEFINIDO POR UM ALGORITMO USANDO SEUS DADOS PESSOAIS”. (Os preços de assinatura no site do Wall Street Journal são um pouco mais baixos: US$ 16,25 por semana para uma assinatura impressa/digital, depois de 1 ano com 40% de desconto, ou US$ 845 por ano.) A leitora cancelou sua assinatura.
Você pode ter se deparado com preços dinâmicos -às vezes chamados de preços algorítmicos, personalizados ou de vigilância- ao reservar um voo ou comprar mantimentos no Instacart (empresa norte-americana de mídia e entrega de varejo). Isso acontece quando o algoritmo de uma empresa decide quanto cobrar com base no seu histórico de compras e outros comportamentos. E os assinantes de notícias estão percebendo isso cada vez mais quando suas assinaturas estão para serem renovadas.
“Assim como muitas empresas, a Dow Jones utiliza dados para orientar o marketing, o posicionamento e a precificação de determinados produtos de assinatura para o consumidor”, disse-me um porta-voz da Dow Jones quando questionado sobre a experiência do nosso leitor.
