Em dezembro de 1978, o então líder de facto da China, Deng Xiaoping (Partido Comunista da China), deu um dos passos mais importantes da história recente chinesa com a implementação do processo que ficou conhecido como Reforma e Abertura. Esse plano econômico tinha como um de seus pilares a atração massiva de capital estrangeiro. Oferecia às empresas que se instalassem no país uma ampla mão de obra que estava submetida a um regime de trabalho bem mais rigoroso do que nos países mais desenvolvidos à época.
O capital da Europa e dos Estados Unidos -onde estavam as principais empresas do mundo- não resisiu a essa oportunidade, especialmente de um país com um histórico econômico tão fechado como a China. Não podiam deixar passar e ao longo das 3 décadas seguintes centenas de empresas transferiram fábricas para a China. Essa transferência se deu nos termos chineses, em formatos de parcerias com empresas chinesas e transferência de tecnologia. Com o passar do tempo, as companhias chinesas viraram o jogo e o país se tornou a 2ª maior potência econômica do planeta.
O cenário atual é de uma Europa enfraquecida industrialmente e os EUA sem a mesma influência do final do século 20 e início do 21.
