Reportagem do site The Information na 2ª feira (27.jul.2026) disse que uma empresa chinesa iniciou a fabricação de uma máquina de DUV (litografia ultravioleta profunda) por imersão. Mesmo sem citar o nome da empresa, a notícia foi capaz de derreter em 8% as ações da companhia mais valiosa da Europa, a holandesa ASML.
No dia seguinte, a Reuters avançou com essa apuração e mencionou quem está por trás do projeto: a estatal Shanghai Aishengna Electronic Technology Group. Segundo a agência de notícias norte-americana, a empresa projeta concluir a fabricação de 5 máquinas DUV em 2026 e a entrega de mais 20 em 2027.
O impacto nas ações da ASML se justifica pelo fato de que a empresa é a principal representante europeia na cadeia de produção global de chips de alta tecnologia. Avaliada em mais de US$ 634,3 bilhões (R$ 3,2 trilhões), a ASML detém cerca de 80% do mercado de máquinas DUV. Esses equipamentos são o meio mais eficiente para gravar circuitos nos chips mais avançados do mundo.
Um cenário em que a China consiga desenvolver internamente essas máquinas colocaria em cheque o domínio da ASML e pode reconfigurar toda a cadeia de produção de semicondutores. Seria um forte baque para a ASML, mas, na realidade, a China ainda está distante de desafiar propriamente a gigante europeia.
A ASML é a maior produtora de DUVs do mundo, mas o trunfo da companhia está em outra máquina ainda mais avançada: as EUV (litografia ultravioleta extrema).
