EUA e Equador realizam ação conjunta contra o narcoterrorismo
Na cidade de Durán, no Equador, assolada pelas drogas e pelas gangues rivais, o capitão da polícia Jean Carlos Bustamante sabe exatamente o que precisa enfrentar.
Não se trata apenas dos criminosos que matam e, às vezes, esquartejam seus rivais. Existem inimigos dentro da própria polícia.
"Temos muitas, muitas pessoas ruins dentro da nossa unidade, dentro do Estado, dentro da política", lamenta ele. "Temos muitos, muitos corruptos. Eles recebem pagamento das gangues."
Bustamante conta que os únicos policiais em quem ele pode confiar são os membros da sua equipe escolhida a dedo, que ficam bem ao lado dele.
Com 34 anos, o capitão é o mais velho dos policiais e trabalha com a experiência adquirida nos seus tempos de oficial das forças especiais.
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O sol se põe em Durán e ele lidera sua equipe em um bairro muito pobre. Ali, as janelas ficam trancadas atrás de grades metálicas e os lábios são selados pelo medo.
Aquele é o coração das gangues, controlado por um grupo chamado Los Águilas ("As Águias", em espanhol).
Pergunto o que acontece se os moradores locais denunciarem as gangues.
"Eles os matam", responde o capitão. "Por isso, eles nunca dizem nada."
Equipe da BBC acompanha trabalho da polícia no Equador
Lee Durant/BBC
Bustamante se dirige a uma casa abandonada. Ele acredita que ali haja armas escondidas, já que os atiradores não guardam suas armas em casa.
Como é estar na linha de frente da guerra às drogas no Equador, onde nem a polícia confia na própria polícia
