O Congresso Nacional retoma, nesta semana, os trabalhos legislativos depois do recesso parlamentar. A expectativa é pela análise, antes do fim do ano, de temas importantes para o Palácio do Planalto. O governo tem como foco reaquecer o debate sobre a proposta do fim da escala de trabalho 6×1 a tempo de usar o tema na campanha eleitoral.
A ideia é avançar o tema depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travar a pauta na Casa Alta. A redução da escala de trabalho foi aprovada na Câmara no fim de maio e até agora não foi enviada à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.
Alcolumbre, no entanto, tem frustrado os planos do governo e já sinalizou que quer votar o texto depois do pleito para não “contaminar” a disputa eleitoral.
O avanço da pauta, no entanto, depende também da articulação do Planalto e dos trabalhos dos deputados e senadores. Grande parte dos congressistas estará empenhada em buscar a reeleição e deve reduzir a presença em Brasília para reforçar a campanha nos estados.
Para agilizar algumas pautas, o Legislativo terá um esforço concentrado de votações entre os dias 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro.
No segundo semestre, parlamentares governistas também esperam retomar as articulações do projeto que criminaliza a misoginia. A proposta tem a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) como relatora. Ela esperava que o texto fosse pautado até a última semana antes do recesso, mas não houve consenso para a votação do texto.
