Os armamentos nucleares são os principais elementos que contêm a transformação de conflitos regionais em guerras mundiais, segundo análise do professor visitante da Universidade de Relações Exteriores da China, Marcus Vinícius de Freitas.
“Esse elemento nuclear, em minha opinião, ainda é o grande impedimento de que isso [conflitos] se transforme em algo muito maior”, disse ao WW Especial.
A guerra mais recente envolve Estados Unidos e Irã. Os ataques começaram no dia 28 de fevereiro e, mesmo depois de breves pausas, seguem marcando o Oriente Médio. Desde o início, o conflito se espalhou pela região - com países como a Jordânia e o Omã sendo alvo de mísseis iranianos em retaliação.
Nos últimos dias o cenário se reforçou. Pela primeira vez, a Arábia Saudita coordenou ataques em conjunto com os americanos. Eles miravam uma milícia aliada de Teerã em um país vizinho, o Iraque.
Em um ataque, até o momento sem responsáveis claros, drones atingiram navios no Egito. “Temos uma expansão nisso”, afirmou Marcus Vinícius.
Na última semana, armamentos ucranianos atingiram um navio iraniano no Mar Cáspio. A embarcação transportava uma carga de ferro, segundo Teerã. O incidente aumentou as tensões de uma possível interligação entre as duas guerras, mas ambos os países prometeram reduzir as tensões.
No conflito entre Kiev e Moscou, países da região também são constantemente atingidos. Mais recentemente, a Polônia disse que um míssil russo atingiu um campo no interior do país.
