A nova onda de tarifas dos Estados Unidos levou o Brasil a buscar novos mercados, em um plano de R$ 130 milhões que deve ser implementado no início deste mês, segundo o governo federal.
Analistas ouvidos pelo CNN Money apontam que o Brics - grupo que já reúne a China, maior parceira comercial do país - pode ser uma alternativa na diversificação. Porém, essa mudança de rota precisa superar uma série de desafios, e deve trazer resultados concretos somente no médio e longo prazo.
O Brasil é um membro fundamental do Brics, grupo inicialmente composto com Rússia, Índia e China para defender a relevância dos mercados emergentes na economia global.
Atualmente, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã também fazem parte.
Entre 2003 e 2024, o Brasil registrou uma rápida expansão de comércio intrabloco no Brics, com as exportações passando de US$ 9,5 bilhões para US$ 118,6 bilhões e as importações de US$ 4,1 bilhões para US$ 93,3 bilhões, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.
Já 9,4% do total das exportações brasileiras no primeiro semestre de 2026 foram destinadas aos Estados Unidos, o que corresponde ao menor nível da série histórica para o período desde 1997, conforme dados da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).
Segundo Sergio Suchodolski, CEO da Fama re.capital e ex-diretor geral de Estratégia e Parcerias do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do Brics, o…
