Nos últimos anos, um número crescente de smartphones passou a ser lançado com baterias de silício-carbono. A tecnologia ganhou tração depois que fabricantes chineses como Honor, Oppo e Xiaomi a adotaram. Agora, a Samsung entrou nesse grupo, usando silício-carbono nas baterias do Galaxy Z Fold 8 e do Z Fold 8 Ultra.
Segundo a Engadget, essas baterias podem ser bem mais capacitivas do que as de íon de lítio tradicionais, com alguns aparelhos que usam a tecnologia chegando a dois dias de autonomia com uma única carga.
Como uma bateria funciona?
Uma bateria é composta por três partes: ânodo, cátodo e o eletrólito que fica entre eles. Quando a bateria está totalmente carregada, todos os elétrons ficam retidos no ânodo, que os libera lentamente em direção ao cátodo. O fluxo de elétrons pelo eletrólito provoca uma série de reações elétricas e químicas que liberam energia. Nas células comuns de smartphones, é possível adicionar elétrons ao ânodo várias vezes. Porém, a quantidade de energia armazenável diminui com o tempo, à medida que o eletrólito perde os materiais necessários para reagir.
Baterias de íon de lítio
As baterias de íon de lítio são populares por serem leves, densas em energia e capazes de suportar muitos ciclos de carga e descarga antes de começar a degradar. Em geral, uma bateria de íon de lítio é composta por um ânodo de pó de grafite, um cátodo de pó de fosfato de lítio e um eletrólito de carbonato de etileno.
