Em carta aberta divulgada neste sábado (1º.ago.2026), 22 líderes europeus enviaram uma carta conjunta ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ao primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, para cobrar uma resposta coordenada do bloco à crise migratória em Ceuta, na Espanha.
A iniciativa foi proposta pelas primeiras-ministras da Itália, Giorgia Meloni (Fratelli d’Italia, direita), e da Dinamarca, Mette Frederiksen (Partido Social-Democrata, centro-esquerda). No documento, os signatários pedem à Presidência irlandesa do Conselho da UE que convoque, com urgência, uma videoconferência extraordinária dos ministros do Interior para avaliar a situação e definir uma resposta europeia conjunta.
A carta cita uma decisão recente do Supremo Tribunal espanhol como gatilho para o que os líderes descrevem como “um ataque à integridade das fronteiras externas do bloco”. Os signatários dizem que não é possível permitir travessias não controladas nem a instrumentalização da migração.
“Não podemos permitir que travessias não controladas, a instrumentalização da migração ou outras ameaças criem a percepção de que a entrada ilegal na União Europeia é possível; que a entrada ilegal de um migrante possa se transformar em permanência legal”, diz o texto da carta.
Os líderes alertam que essa percepção estimularia novas tentativas de entrada irregular e minaria a confiança na política migratória comum do bloco.
