Uma pesquisa divulgada pela Agência Brasil mostra que sete dos dez agrotóxicos mais comercializados no Brasil são proibidos na União Europeia (UE), embora continuem sendo produzidos por empresas europeias e exportados ao mercado brasileiro.
Para a geógrafa Larissa Mies Bombardi, pesquisadora do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), na França, essa dinâmica configura um processo de “colonialismo químico”.
Durante palestra na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), a pesquisadora afirmou que o Brasil aceita o uso de substâncias vetadas na Europa por apresentarem riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
Segundo Bombardi, esses produtos foram proibidos na União Europeia por estarem associados a efeitos como câncer, malformações fetais, distúrbios hormonais e impactos severos sobre a biodiversidade.
Larissa Bombardi apresentou os principais dados do estudo na sexta-feira (31/7), durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece na UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói (RJ).
Entre os dez defensivos agrícolas mais vendidos no Brasil em 2023, sete estão proibidos no bloco europeu: mancozebe, 2,4-D, acefato, clorotalonil, atrazina, S-metolacloro e dibrometo de diquate.
