O Snapchat se juntou a um movimento cada vez mais forte liderado por gigantes como YouTube, LinkedIn e Substack para combater a proliferação de textos, imagens e vídeos falsos gerados integralmente por ferramentas de inteligência artificial.
Esse tipo de publicação, frequentemente chamado na indústria de “AI slop” (ou “lixo de IA”), se espalhou rapidamente pela internet à medida que a corrida tecnológica facilitou o acesso a programas capazes de criar desde redações inteiras a vídeos ultra-realistas em questão de segundos.
A Snap, empresa responsável pelo Snapchat, anunciou que deixará de recomendar vídeos criados inteiramente por IA em sua popular aba Spotlight. Em vez disso, a prioridade voltará a ser o “conteúdo autêntico e feito por humanos”.
A empresa fez questão de esclarecer que não proibirá totalmente o uso da tecnologia, materiais que apenas utilizem IA como auxílio de edição ou aprimoramento continuarão aparecendo no feed. No entanto, a Snap reconheceu abertamente que materiais 100% automatizados tendem a ser de baixa qualidade, repetitivos e distantes do que a comunidade deseja consumir.
De acordo com a BBC, pesquisas recentes sobre o comportamento dos usuários confirmam essa insatisfação. Além disso, um levantamento paralelo apontou um efeito colateral preocupante: quanto mais conteúdos falsos gerados por IA as pessoas veem nas redes sociais, menor é a confiança delas na veracidade de qualquer outra publicação que encontram online.
