O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, denunciou a resposta “egoísta” de vários Estados-membros da União Europeia à entrada de migrantes vindos de Marrocos no território espanhol de Ceuta esta semana. Já são 67 mortos.
A maioria das 50 mil a 60 mil pessoas que tentaram a travessia já havia retornado ao Marrocos na noite de sexta-feira, disseram as autoridades espanholas.
As autoridades de Ceuta disseram que muitas das pessoas que perderam a vida se afogaram quando multidões atravessaram a fronteira por terra e mar na quinta-feira, sobrecarregando os guardas da fronteira.
Em uma carta amplamente citada pela mídia europeia, Sánchez condenou a “reação egoísta, polarizadora e ilegal” de outros países da UE, após a Itália ter imposto temporariamente alguns controles fronteiriços a viagens provenientes da Espanha, enquanto o Ministro do Interior francês, Laurent Núñez, ordenou verificações adicionais ao longo da fronteira comum entre os dois países. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também pediu a suspensão da participação da Espanha no Acordo de Schengen.
Sánchez afirmou em sua carta que “tal atitude” era “motivada por preconceito, notícias falsas, ignorância ou interesse político”. “No atual contexto internacional, a União Europeia não pode se dar ao luxo desse tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal”, acrescentou.
