Uma nova onda está varrendo a política latino-americana, ligada a laços familiares.
Já há cinco presidentes na região que são filhos de ex-chefes de Estado ou de líderes nacionais de destaque, um número recorde na era moderna.
Em um continente historicamente moldado por dinastias políticas e herdeiros do poder, a eleição democrática dos presidentes da Bolívia, do Equador, da Guatemala, da República Dominicana e do Peru representa um fenômeno singular.
“Na América Latina, o capital familiar está presente em cerca de 20% dos políticos que analisamos”, disse à CNN a pesquisadora Mónica Montaño, coordenadora do Observatório Político-Eleitoral da Universidade de Guadalajara.
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“Pode-se considerar o número alto ou baixo, mas ele é significativo”, acrescentou ela.
Como a especialista explicou, o índice é mais baixo em regiões como a Europa ou os Estados Unidos, enquanto é mais elevado na Ásia e na África.
“Uma elite opera com base no capital familiar, em todas as vantagens disponíveis para aqueles criados em famílias com conexões e um sobrenome que carrega peso e status”, observou Montaño.
Na política, assim como no marketing, ter um sobrenome conhecido é um ativo muito cobiçado. “É o primeiro passo para vender um produto: quantas pessoas reconhecem a marca? Sobrenomes tornam-se marcas. Ser conhecido proporciona uma vantagem sobre os outros”, destacou a cientista política.
