O governo australiano defendeu neste sábado (1) a proibição inédita do uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos.
A defesa ocorreu um dia depois do órgão regulador da internet do país ter constatado que mais de oito em cada dez adolescentes australianos ainda usavam as redes sociais três meses após as restrições entrarem em vigor, o que evidencia a dificuldade de fiscalizar um mundo digital tão integrado ao cotidiano.
A Austrália introduziu a proibição histórica em dezembro, devido a preocupações com o impacto das redes sociais na saúde mental e física das crianças. A medida, que está sendo acompanhada de perto no exterior, atraiu críticas de empresas de redes sociais, principalmente sediadas nos Estados Unidos.
Diante das conclusões do órgão regulador, Andrew Leigh, Ministro Adjunto da Produtividade, Concorrência, Organizações Beneficentes e Tesouro, argumentou que a proibição já havia remodelado o debate nacional.
A proibição representou “uma mudança importante na conversa entre os pais”, disse Leigh em declarações televisionadas.
