A Uefa fez, neste sábado (1º), duras críticas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao afirmar que o dirigente ítalo-suíço perdeu a confiança da confederação europeia, apesar da retirada de seu polêmico plano de abrir as competições internacionais a investidores privados.
Faltando menos de um ano para o fim de seu mandato e antes das eleições de março de 2027, para as quais é atualmente o único candidato, Infantino foi acusado pela Uefa de não cumprir seus compromissos em relação a esse “projeto raquítico, opaco e arquitetado nos bastidores”, afirmado que ele “perdeu a confiança” não só da entidade, mas de “inúmeros outros membros da família do futebol”.
Diante das inúmeras críticas de várias partes, o dirigente anunciou à noite, em comunicado, a retirada de seu projeto destinado a criar uma sociedade, a Fifa Forward Enterprise (FFE), aberta a investidores privados e encarregada de gerir as atividades comerciais de eventos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
“Depois de ter escutado atentamente a todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões (…) que já não respondem ao interesse do objetivo inicial”, reconheceu Infantino, enfraquecido diante da oposição de várias federações e após a renúncia de seu principal assessor, Carlos Cordeiro.
