Cerca de 50 mil migrantes cruzaram a fronteira para o território espanhol de Ceuta, no norte da África, esta semana, em um fluxo maciço que sobrecarregou as autoridades locais. Pelo menos 57 pessoas morreram durante as travessias, o que levou ao reforço das medidas de segurança nas fronteiras em toda a Europa.
As autoridades espanholas afirmaram estar trabalhando para expulsar o mais rápido possível todos os que entraram no país e, na noite de sexta-feira, informaram que a maioria dos migrantes já havia sido devolvida ao Marrocos. Muitos retornaram voluntariamente após não conseguirem encontrar comida ou abrigo em Ceuta.
As causas do aumento migratório ainda são controversas.
Autoridades espanholas, incluindo o primeiro-ministro Pedro Sánchez, afirmaram que as redes de tráfico humano incentivaram as travessias, deturpando uma recente decisão do Supremo Tribunal sobre o retorno de migrantes.
Segundo essa explicação, os migrantes presumiram erroneamente que a decisão significava que qualquer pessoa que tentasse entrar por mar não poderia ser deportada. No entanto, a decisão judicial era extremamente restrita.
