Nas semanas seguintes ao acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas para encerrar a guerra em Gaza, altos dirigentes do Hamas levantaram dúvidas sobre um elemento-chave do plano de 20 pontos de Trump: o desarmamento do grupo.
O líder do Hamas, Khalil Al-Hayya, por exemplo, sugeriu que o grupo só entregaria suas armas a um futuro Estado palestino.
Foram necessários quase 10 meses de negociações intermitentes para que o Hamas e o Conselho de Paz finalmente chegassem a esse ponto. Nickolay Mladenov, o representante do Conselho de Paz encarregado de intermediar o acordo, reconheceu na quinta-feira (30) que “houve vários momentos em que não acreditei que conseguiríamos”.
Portanto, não há dúvida de que esse acordo representa um marco importante para tornar realidade o plano de paz de Donald Trump para Gaza.
Mas, como Mladenov reconheceu: agora vem a parte difícil.
O novo roteiro de 15 pontos segue uma sequência: Israel deve tomar certas medidas antes que o Hamas tome as suas e vice-versa. O Hamas é enfático ao afirmar que não iniciará a entrega de armas enquanto Israel não cumprir os compromissos assumidos no acordo: interromper os ataques quase diários a Gaza, recuar até a “linha amarela” acordada e permitir um aumento no fluxo de ajuda humanitária.
É aí que já começam a surgir os desafios.
