O Japão está lançando um novo órgão centralizado de inteligência pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
A medida é controversa, pois alguns temem que se desvie dos ideais pacifistas de Tóquio, mas outros consideram extremamente necessária em um país repleto de vulnerabilidades de segurança que chegou a ser chamado de “paraíso para espiões”.
O Gabinete Nacional de Inteligência substituirá estruturas anteriores criticadas por serem desconexas e ineficazes, lançando bases, segundo especialistas, para mudanças mais amplas que poderiam incluir uma lei de combate à espionagem e uma nova agência de Inteligência externa semelhante à CIA, nos Estados Unidos, ou ao MI6, no Reino Unido.
A primeira-ministra Sanae Takaichi fez referência a essas ambições na segunda-feira (27), afirmando: “Estas medidas são apenas o primeiro passo na reforma da inteligência”.
“Ao observarmos a situação global cada vez mais instável, é imperativo que enfrentemos novos métodos de guerra”, disse ela.
Takaichi tem liderado esses esforços desde que foi eleita em outubro passado. Conservadora convicta, ela defende maior segurança e defesa, além de apoiar a revisão da constituição pacifista do Japão.
Sua administração buscou orientação junto a parceiros ocidentais, incluindo EUA, Austrália e Alemanha, sobre como fortalecer suas capacidades de Inteligência, informou o New York Times em julho, citando pessoas a par do assunto.
O que é o novo Gabinete Nacional de Inteligência?
