Espanha escolta imigrantes para fora de Ceuta e instala barreira no mar para evitar chegad
A Espanha anunciou neste sábado (1º) o retorno a uma "normalidade razoável" em Ceuta, depois que quase 60 mil pessoas entraram no enclave espanhol no norte da África, na fronteira com o Marrocos, ao mesmo tempo em que pediu uma reunião urgente sobre migração, solicitação à qual aderiram os países que mais criticam Madri.
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A cidade autônoma amanheceu neste sábado com grupos de jovens que continuavam atravessando a fronteira em direção ao Marrocos, sob os olhares atentos de militares e agentes da Guarda Civil.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que "quase todos" os migrantes que entraram em Ceuta na quinta-feira (30) já saíram do país. Mas ele admitiu que é difícil estabelecer números exatos.
"Invasão? Não. Isso é mentira", contou em espanhol à AFP Soufian, um marroquino de 42 anos que entrou a nado em Ceuta.
"Todas as pessoas querem subir, querem um futuro bom, que não existe no Marrocos. Eu, agora mesmo, estava trabalhando como segurança, 12 horas. E quanto recebo de pagamento por dia? Dez euros", acrescentou.
chegou também neste sábado a Ceuta para transmitir uma mensagem de tranquilidade e afirmou que, embora não se considere a crise encerrada, a situação em Ceuta é de "razoável normalidade".
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
