Embora fatores geopolíticos e mudanças na oferta e demanda provoquem variações frequentes nas cotações, o petróleo é um dos principais componentes na formação dos preços da energia e dos combustíveis, tornando-se um indicador acompanhado de perto por bancos centrais e investidores.
“O petróleo influencia diretamente preços da energia e, consequentemente, a inflação. Por isso, investidores precisam acompanhar as decisões dos bancos centrais, como o Fed (Federal Reserve) e o Copom, porque mudanças no preço da commodity acabam alterando as expectativas para os juros”, avalia Marilia Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro.
Segundo a apresentadora, movimentos mais persistentes de alta podem reduzir o espaço para cortes de juros, já que pressionam os índices de inflação.
Grande parte da volatilidade recente do petróleo está ligada às tensões no Oriente Médio e às preocupações com as principais rotas de transporte da commodity.
Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, explica que o mercado passou a acompanhar com atenção não apenas o Estreito de Ormuz, tradicional corredor de exportação de petróleo, mas também outras rotas estratégicas.
“Outra região importante é o Estreito de Bab el-Mandeb, por onde também passa parte relevante do transporte de petróleo. Quando essas rotas entram no radar por causa de conflitos, aumenta a preocupação com o abastecimento global e isso tende a pressionar os preços”.
