No quinto verão da guerra na Ucrânia, os russos precisam lidar com a escassez generalizada de gasolina e o risco de ataques de drones ao planejarem suas férias anuais de sol.
A incerteza está afetando o setor de viagens e lazer, segundo dados do mercado, com um milhão de reservas canceladas para a Crimeia, território anexado pela Rússia, até o final de junho.
Anton Sidorov, proprietário do bistrô “Adrian” em Anapa, no sul da Rússia, disse que manteve o estabelecimento fechado em maio e junho devido à falta de clientes. Ele afirmou à Reuters nesta semana que desistiu de abrir o local nesta temporada.
Turistas entrevistados pela Reuters na cidade, que é conhecida por seu calçadão à beira-mar e extensas praias de areia, relataram que questões de segurança se tornaram parte do planejamento das férias.
Elmira, uma jovem de Moscou, contou que ela e o marido verificaram na internet se algo “alarmante” estava acontecendo no balneário.
“Decidimos arriscar; viemos para cá e não nos arrependemos”, disse ela. Ainda assim, o casal estava preparado para qualquer alerta de ataque aéreo: “Estamos atentos a para onde ir e o que fazer caso algo aconteça”.
Esse clima de cautela prova que a guerra, que muitos russos tentaram ignorar por muito tempo, tornou-se algo quase impossível de evitar, mesmo quando tentam relaxar.
