A busca por exoplanetas, que orbitam outras estrelas que não nosso Sol, mudou nossa maneira de entender o Universo. Por muito tempo, os astrônomos classificaram os planetas usando como referência os mundos do Sistema Solar. Os milhares de exoplanetas descobertos nas últimas décadas, no entanto, revelaram uma diversidade muito maior do que se esperava. Entre eles se destaca o Kepler-138d, um planeta situado a cerca de 200 anos-luz de distância da Terra que poderia pertencer a uma categoria completamente diferente de tudo o que se conhece em nossa vizinhança cósmica.
Um mundo oceânico
O Kepler-138d despertou grande interesse porque, apesar de ter um tamanho semelhante ao da Terra, parece ter uma densidade muito menor. Os dados sugerem que ele poderia conter enormes quantidades de água e materiais leves, a ponto de ter sido identificado como um dos candidatos mais promissores a mundo oceânico. Se essa interpretação estiver correta, estaríamos diante de um planeta cuja estrutura interna e condições ambientais poderiam diferir radicalmente das terrestres.
E isso leva a uma pergunta fascinante: se existem mundos tão distintos do nosso, será que poderiam existir alguns onde os seres humanos fossem capazes de voar apenas movendo os braços?
O ambiente importa tanto quanto o corpo
A resposta intuitiva é não. Nós, seres humanos, não temos asas e nossa anatomia não foi projetada para o voo. Mas essa conclusão depende em grande parte das condições físicas da Terra.
