O presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso Dias Cardoso, disse que, mesmo com a taxação dos EUA, a associação é contra retaliar o país norte-americano e também é contra lançar mão da lei de reciprocidade.
“Existe um componente político grande nesse tarifário. Se o Brasil retaliar ou lançar mão da lei de reciprocidade, a nossa tarifa pode subir, ou seja, a situação pode piorar. Aquilo que está muito ruim, pode piorar”, declarou o executivo em entrevista ao Poder360.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos antes das eleições de outubro. No Palácio do Planalto, em Brasília, a avaliação ouvida pelo Poder360 é que ainda é necessário concluir os estudos técnicos sobre os impactos do tarifaço antes de decidir pela adoção da medida.
Velloso disse também não acreditar que os EUA vão rever as novas tarifas impostas ao Brasil antes da eleição de outubro.
“Não vejo muito espaço para o governo norte-americano rever a tarifa dado o caráter político do tema. Até o fim deste ano não temos essa esperança”, declarou.
Sobre a diminuição de empregos, Velloso disse que o setor não deve perder postos de trabalho por causa da exportação para outros países, como Argentina e Singapura.
“Estamos imaginando que, de uma forma agregada, o setor de máquinas vá ter diminuição de empregos porque as nossas exportações estão aumentando.
