O presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso Dias Cardoso, disse não acreditar que os EUA vão rever as novas tarifas impostas ao Brasil antes da eleição de outubro.
“Não vejo muito espaço para o governo norte-americano rever a tarifa dado o caráter político do tema. Até o fim deste ano não temos essa esperança”, disse em entrevista ao Poder360.
Mesmo com a taxação dos EUA, Velloso afirmou que a Abimaq é contra retaliar o país norte-americano e também é contra lançar mão da lei de reciprocidade.
“Existe um componente político grande nesse tarifário. Se o Brasil retaliar ou lançar mão da lei de reciprocidade, a nossa tarifa pode subir, ou seja, a situação pode piorar. Aquilo que está muito ruim, pode piorar”, declarou o executivo.
Sobre a diminuição de empregos, Velloso disse que o setor não deve perder postos de trabalho por causa da exportação para outros países, como Argentina e Singapura.
“Estamos imaginando que, de uma forma agregada, o setor de máquinas vá ter diminuição de empregos porque as nossas exportações estão aumentando. Apesar de o principal destino brasileiro [EUA] ter caído 11% no total das exportações, neste ano, estamos crescendo 14%. Exportávamos US$ 13,2 bilhões em 2025 e vamos exportar esse ano mais de US$ 14 bilhões. Então o setor está crescendo”, disse Velloso.
Outras preocupações
Além do tarifaço dos EUA, há outras questões que preocupam o setor de máquinas e equipamentos.
