Um dia falei com Pelé, disse que o Brasil precisava de muito mais alimento: “Importamos comida, Pelé!. Eu trabalho numa empresa de semente de milho e, se os agricultores fizerem a produção do milho igual aos campeões de produtividade desse cereal, a gente dobra a agricultura do país!” Era 1982 e o Pelé aceitou. Os filmes pela televisão mostravam o jogadores apresentando agricultores campeões e dizendo: “Com a bola no pé sou Pelé; com Agroceres na plantação você agricultor é o campeão”.Foi um gigantesco sucesso de adoção de sementes híbridas de milho e conseguimos fazer em uma safra o que levaria anos sem o poder da arte publicitária.
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A propaganda muda o mundo, em velocidade. Permite passarmos da rejeição do ovo a uma enorme admiração. Significa transformar o café considerado como nocivo à saúde nos anos 1980 numa inspiração, numa pausa, numa dignidade de vida. Sem a propaganda temos investimentos para obter produtos, temos custos de vendas, precisamos vencer logísticas, conquistar pontos de venda. Precisamos ter uma política de preços competitiva perante os concorrentes, e perante outras categorias de produtos. Ma, sem propaganda, não obtemos o retorno na velocidade desejada.Um exemplo clássico está no arroz. Quanto mais cresce a renda do consumidor, mais cai o consumo per capita desse nobre produto.
