Uma equipe de pesquisadores liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) encontrou evidências de que o fungo conhecido por controlar o comportamento de formigas e transformá-las em “zumbis” possui uma fase até então desconhecida de seu ciclo de vida. O estudo identificou que organismos do gênero Ophiocordyceps também vivem escondidos no interior de musgos da Floresta Amazônica, além de infectarem insetos.
A descoberta foi feita a partir da análise de amostras coletadas na Reserva Florestal Adolpho Ducke, em Manaus, e foi publicada na revista científica IMA Fungus. Segundo os pesquisadores, o resultado amplia a compreensão sobre a biologia desses fungos e indica que a relação entre fungo, inseto e planta é mais complexa do que se imaginava.
Estágio oculto do fungo foi identificado em musgos
O gênero Ophiocordyceps reúne mais de 350 espécies de fungos capazes de infectar diversos insetos. Algumas delas são conhecidas por alterar o comportamento de formigas, levando os animais a abandonar a colônia, subir na vegetação e prender as mandíbulas em um ponto específico antes de morrerem. Esse comportamento, chamado de “mordida da morte”, favorece a dispersão dos esporos do fungo.
Ao analisar o DNA de musgos coletados na floresta, os cientistas encontraram o mesmo fungo presente tanto nos insetos infectados quanto nas plantas onde essas formigas realizam a mordida característica.
