O traje espacial mais avançado já desenvolvido pela NASA não serve para Marte. É o que concluiu uma equipe de engenheiros da agência e da indústria em apresentação no 55º International Conference on Environmental Systems (ICES), segundo o Universe Today.
O traje em questão é o Exploration Extravehicular Mobility Unit (xEMU), desenvolvido para as missões Artemis na Lua. Com 170 kg, é uma maravilha da engenharia moderna: resiste a grandes diferenciais de pressão, permite ampla mobilidade e é modular.
Mas na gravidade de Marte, que é 3/8 da terrestre, ainda pesaria 64 kg extras para o astronauta que o vestisse. Na Lua, onde a gravidade é 1/6 da terrestre, o mesmo traje equivale a apenas 28 kg.
Por que 64 kg são um perigo real
O limite máximo para carregamento de cargas estabelecido pelo Instituto Nacional de Saúde Ocupacional dos EUA é de 23 kg. Os trajes espaciais têm uma vantagem: sua pressão interna funciona como um balão, aliviando cerca de 22 kg do peso sobre os ombros do astronauta.
Somando esses fatores e usando como referência uma astronauta no 5º percentil de peso corporal feminino (cerca de 50 kg) os engenheiros calcularam que o peso máximo absoluto de um traje para Marte seria de 104 kg. Isso representa uma redução de 40% em relação ao xEMU atual.
O novo traje recebeu a sigla MxEMU (Mars Exploration Extravehicular Mobility Unit).
