Alterações no cronograma de embarcações atingiram 11 dos 12 portos brasileiros analisados pela ElloX Digital Logistics em junho de 2026. Só o Porto de Vitória não registrou atrasos no período. Os dados integram o boletim Detention Zero, produzido pela empresa. Leia a íntegra (PDF - 3 MB).
O problema alcança os 2 maiores complexos portuários do país. No Porto de Santos, 63% dos navios tiveram os prazos de embarque alterados, com atraso médio de 6 dias. Em Paranaguá, 49% das embarcações foram afetadas e o atraso médio chegou a 8 dias. O maior percentual foi registrado em Manaus: 86% dos navios sofreram alterações, embora a demora média tenha sido de só 1 dia.
Em média, 41% dos navios foram afetados em cada porto, com atrasos de 4,2 dias.
O quadro de junho não foi atípico. Os terminais convivem de forma recorrente com mudanças nos horários previstos para a entrega e o embarque das cargas.
No Porto de Santos, o menor percentual registrado em 2026 foi de 58%, em abril. O índice chegou a 63% em maio e permaneceu no mesmo patamar em junho. Em Paranaguá, o menor resultado do ano foi de 47%, em fevereiro. O terminal atingiu 58% em maio e recuou para 49% no mês seguinte.
Segundo o chefe de produtos da ElloX, Eduardo Troyse Vieira, os atrasos podem desorganizar toda a cadeia logística de uma operação de comércio exterior. Uma mudança na data do navio reduz a previsibilidade para a entrega da carga, pode exigir a remarcação de caminhões e aumenta os gastos com armazenagem.
